A nova pesquisa Real Time Big Data para o Governo do Paraná coloca dois números no centro da disputa nesta reta final: Sandro Alex chega a 28% no cenário estimulado e 38% dos eleitores ainda não sabem ou não responderam em quem pretendem votar quando os nomes dos candidatos não são apresentados.
O levantamento, realizado entre 24 e 28 de setembro com 1.600 eleitores, mostra Sergio Moro com 36%, Sandro Alex com 28% e Requião Filho com 23%, no cenário estimulado. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
- Mas o número de Sandro Alex merece ser observado principalmente pela evolução dentro da própria série do instituto.
Em agosto, Sandro aparecia com 23%. Na pesquisa seguinte, passou para 25%. Depois chegou a 27% e agora alcança 28%. Em pouco mais de um mês, são cinco pontos de crescimento no mesmo instituto.
O avanço também aparece na pesquisa espontânea. Sandro passou de 9% em agosto para 14% no levantamento anterior e agora chega a 15%. É um movimento que merece atenção justamente porque ocorre na reta final da campanha.
O dado que não pode ser ignorado: 38% de indecisos
Se o crescimento de Sandro chama atenção, há outro número ainda mais expressivo: 38% dos entrevistados não sabem ou não responderam em quem pretendem votar na pesquisa espontânea.
Nesse mesmo cenário, Moro aparece com 23%, Sandro com 15% e Requião Filho com 14%. Outros nomes somam 3%, enquanto brancos e nulos representam 7%.
Ou seja: quando o eleitor precisa lembrar espontaneamente de um candidato, quase quatro em cada dez ainda não apresentam um nome.
É uma fotografia bastante diferente daquela produzida quando os nomes são apresentados.
Na pesquisa estimulada, Moro tem 36%, Sandro 28% e Requião 23%. A diferença entre os dois cenários mostra que uma parcela importante do eleitorado ainda está em processo de definição ou não transformou sua intenção em uma escolha espontânea.
Isso não significa que os 38% necessariamente mudarão de voto. Pesquisa espontânea e estimulada medem situações diferentes. Mas o tamanho desse contingente mostra que a decisão eleitoral ainda não está completamente consolidada para uma parcela expressiva do eleitorado.
Sandro reduz distância no segundo turno
Outro dado relevante está na simulação de segundo turno entre Moro e Sandro Alex.
O levantamento aponta 41% para Moro e 39% para Sandro, com margem de erro de dois pontos percentuais. Portanto, a diferença numérica de dois pontos está dentro da margem de erro.
Na pesquisa anterior do mesmo instituto, Moro tinha 42% e Sandro 38%. A distância, portanto, caiu de quatro para dois pontos percentuais.
Mais uma vez, não se trata de antecipar o resultado da eleição. Trata-se de observar o movimento registrado pelo próprio instituto: Sandro avançou no primeiro turno e reduziu a diferença no confronto direto com Moro.
Uma eleição ainda com muita coisa para acontecer
A pesquisa Real Time Big Data não deve ser tratada como previsão do resultado das urnas. É uma fotografia produzida entre os dias 24 e 28 de setembro, a poucos dias da votação.
Mas fotografias sucessivas também permitem observar movimentos.
E o movimento registrado pelo instituto é claro: Sandro Alex saiu de 23% para 28% no cenário estimulado ao longo da série recente. Na espontânea, saiu de 9% para 15%.
Ao mesmo tempo, 38% dos eleitores ainda não conseguem ou não querem apontar espontaneamente um candidato.
É uma combinação que torna a reta final particularmente relevante.
A eleição não acontece na pesquisa. Acontece na urna.
E, quando quase quatro em cada dez eleitores ainda não apresentam espontaneamente um nome, a pergunta que permanece é inevitável:
quanto desse eleitorado ainda poderá mudar o desenho da disputa até o dia 4 de outubro?
