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Sandro Alex cresce, encosta em Moro e mostra que a eleição do Paraná ainda está em aberto

E Sandro já aparece em segundo lugar, com 10,4%, atrás apenas de Moro, que tem 18,4%. Requião Filho aparece com 9,2%.

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Redação07/09/2026
Sandro Alex cresce, encosta em Moro e mostra que a eleição do Paraná ainda está em aberto

A nova pesquisa do IRG, traz um dado que merece mais atenção do que a liderança de Sergio Moro: Sandro Alex continua avançando e já aparece como o principal adversário do senador na corrida pelo Governo do Paraná.

  • No cenário estimulado, Moro aparece com 38,8%, mas Sandro Alex chega a 27%, enquanto Requião Filho registra 21,8%. A distância entre Moro e Sandro é de 11,8 pontos — ainda significativa, mas bem menor do que a fotografia apresentada pelo mesmo instituto algumas semanas antes.

E é justamente quando se olha a evolução que a pesquisa ganha importância.

Sandro está crescendo

No levantamento anterior do IRG, realizado em agosto, Sandro Alex aparecia com 24,8% no cenário estimulado. Agora, chega a 27%: crescimento de 2,2 pontos.

Mais importante ainda é a comparação com o levantamento anterior na pesquisa espontânea.

  • Em agosto, Sandro era citado espontaneamente por 6,8% dos entrevistados. Agora, chega a 10,4%. Ou seja, avançou 3,6 pontos justamente no indicador que melhor demonstra se um nome está começando a ocupar espaço na cabeça do eleitor.

Esse talvez seja o dado mais significativo da pesquisa.

Na espontânea, ninguém apresenta uma lista de candidatos. O eleitor precisa lembrar sozinho em quem votaria.

E Sandro já aparece em segundo lugar, com 10,4%, atrás apenas de Moro, que tem 18,4%. Requião Filho aparece com 9,2%.

Portanto, Sandro não está apenas recebendo votos quando seu nome é apresentado. Ele está começando a ser lembrado espontaneamente pelo eleitor.

Isso é particularmente relevante para um candidato que não possui a exposição nacional acumulada por Moro.

Mas o dado que mantém a eleição aberta é outro

54,3% dos eleitores ainda não sabem ou não responderam em quem pretendem votar.

Mais da metade.

É impossível olhar para esse número e tratar a eleição como definida.

Na prática, existe um enorme contingente eleitoral que ainda precisa ser convencido.

E é exatamente nesse eleitorado que uma candidatura em crescimento pode encontrar espaço.

Moro já tem uma vantagem importante: é o candidato mais conhecido e lidera tanto na espontânea quanto na estimulada.

Sandro, entretanto, está aumentando sua presença justamente entre aqueles que começam a formar uma preferência.

A combinação é clara: Sandro cresce enquanto o eleitorado ainda está longe de estar decidido.

O segundo turno muda completamente a fotografia

Talvez o dado mais impressionante da pesquisa esteja justamente na simulação de segundo turno.

  • Moro aparece com 44,8% contra 40,5% de Sandro Alex.
  • Uma diferença de apenas 4,3 pontos percentuais.

Isso mostra que a distância observada no primeiro turno não necessariamente se reproduz em uma disputa direta.

E existe uma explicação política possível: Moro possui uma base eleitoral bastante consolidada, mas também carrega resistência. Sandro, por sua vez, aparece com uma rejeição muito menor em outros levantamentos recentes e ainda tem espaço para conquistar eleitores que não definiram seu voto.

O IRG, portanto, desenha uma situação bastante interessante: Moro lidera o primeiro turno, mas Sandro já aparece praticamente empatado com ele em um eventual segundo turno.

A eleição está sendo construída agora

A pesquisa foi realizada entre 31 de agosto e 3 de setembro, com 1.200 eleitores, margem de erro de 2,83 pontos percentuais e confiança de 95%.

Ou seja, trata-se de uma fotografia muito recente — e uma fotografia que coincide com o início da reta final da campanha.

O que os números sugerem é que Sandro Alex conseguiu transformar uma candidatura inicialmente pouco competitiva em uma candidatura efetivamente capaz de disputar o segundo turno.

Em agosto, tinha 24,8% na estimulada e 6,8% na espontânea.

Agora, tem 27% e 10,4%, respectivamente.

Enquanto isso, 54,3% continuam sem apontar espontaneamente um candidato.

É aí que está a grande oportunidade.

Não se trata de afirmar que Sandro necessariamente chegará ao segundo turno. Pesquisa não é previsão de resultado. Mas os números mostram que há uma trajetória de crescimento e, principalmente, existe ainda um eleitorado enorme disponível para ser conquistado.

E quanto maior for a parcela de indecisos, maior será o peso da campanha, dos debates, da propaganda eleitoral, da exposição dos candidatos e da capacidade de cada grupo político transformar intenção em voto.

Moro continua favorito. Mas Sandro deixou de ser apenas uma promessa

A leitura mais objetiva da pesquisa é esta:

  • Moro continua na frente.
  • Sandro Alex continua crescendo.
  • Requião Filho perdeu espaço relativo e aparece em terceiro.

E mais da metade do eleitorado ainda não definiu espontaneamente sua escolha.

O mais importante, portanto, talvez não seja perguntar quem lidera hoje.

É perguntar quem está ganhando espaço entre aqueles que ainda não decidiram.

E, nesse aspecto, os números do IRG oferecem uma resposta bastante clara: Sandro Alex está avançando.

Se conseguir manter esse ritmo nas próximas semanas, a distância para Moro pode continuar diminuindo.

E se chegar ao segundo turno, a própria pesquisa já mostra que a disputa começa em outro patamar: 44,8% para Moro contra 40,5% para Sandro.

Com 54,3% do eleitorado ainda sem uma escolha espontânea, há muita eleição pela frente.

Moro tem a liderança. Sandro tem o crescimento. E os indecisos têm a chave da eleição.