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Sandro Alex cresce ainda mais na pesquisa IRG que revela o tamanho da indecisão: 38,7%

38,7% não sabem ou não opinam. É um percentual que chama atenção porque representa quase quatro em cada dez entrevistados.

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Redação02/10/2026
Sandro Alex cresce ainda mais na pesquisa IRG que revela o tamanho da indecisão: 38,7%

A nova pesquisa IRG para o Governo do Paraná chega à reta final da eleição com um dado que merece tanta atenção quanto a liderança apresentada no cenário estimulado: 38,7% dos eleitores não sabem ou não opinam espontaneamente em quem pretendem votar.

A eleição acontece neste domingo, 4 de outubro.

No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados, Sergio Moro aparece com 40,6%, Sandro Alex com 28,4% e Requião Filho com 23%.

Mas retire-se a lista de candidatos e a fotografia muda significativamente.

A espontânea mostra outra realidade

Na pesquisa espontânea, Sergio Moro aparece com 25,5%, Sandro Alex com 15,5% e Requião Filho com 14,1%.

Os demais candidatos somam apenas 0,5%: Luiz França tem 0,4% e Tayná Miessa, 0,1%.

Outros 3,6% afirmam que votariam em ninguém, branco ou nulo.

E então aparece o maior número da pesquisa:

  • 38,7% não sabem ou não opinam.

É um percentual que chama atenção porque representa quase quatro em cada dez entrevistados.

Mais do que isso: nenhum dos três principais candidatos alcança 26% no cenário espontâneo.

Moro tem 25,5%. Sandro, 15,5%. Requião, 14,1%.

Isso significa que o eleitorado que ainda não apresenta espontaneamente uma escolha é maior do que a votação espontânea de qualquer candidato.

Estimulada e espontânea contam histórias diferentes

A diferença entre os dois cenários também merece ser observada.

  • Moro passa de 25,5% na espontânea para 40,6% na estimulada.
  • Sandro Alex sai de 15,5% para 28,4%.
  • Requião Filho vai de 14,1% para 23%.

A apresentação dos nomes, portanto, produz uma mudança significativa nas respostas.

Isso não significa que a pesquisa espontânea seja necessariamente mais correta ou que a estimulada seja menos confiável. São perguntas diferentes.

A estimulada procura medir a intenção de voto quando o eleitor recebe as opções disponíveis.

A espontânea procura medir aquilo que o eleitor consegue declarar sem que os nomes sejam apresentados previamente.

E, a dois dias da eleição, essa diferença ganha importância.

O tamanho da indecisão

O número de 38,7% não deve ser interpretado como se todos esses eleitores necessariamente fossem mudar de voto.

Um eleitor pode ter preferência, mas não querer revelá-la. Pode também estar considerando um candidato, mas não conseguir ou não desejar citá-lo espontaneamente.

Ainda assim, o tamanho desse contingente revela que a escolha não está espontaneamente consolidada para uma parcela muito expressiva do eleitorado.

E o calendário torna o dado ainda mais relevante.

A pesquisa foi realizada às vésperas da eleição. Não estamos diante de um levantamento feito semanas ou meses antes.

Estamos falando de uma fotografia produzida praticamente no momento em que o eleitor está prestes a entrar na cabine de votação.

Sandro aparece com 15,5% espontaneamente

Para Sandro Alex, o dado também merece atenção.

O candidato aparece com 15,5% na espontânea, pouco mais de dez pontos atrás de Moro e apenas 1,4 ponto acima de Requião Filho.

No cenário estimulado, porém, Sandro chega a 28,4%.

A diferença mostra que existe um contingente significativo de eleitores que reconhece o nome quando ele é apresentado, mas que não necessariamente o menciona por iniciativa própria.

Esse é um dos motivos pelos quais comparar apenas os números estimulados de diferentes pesquisas pode ser insuficiente para compreender o grau de consolidação de cada candidatura.

A pesquisa não prevê o domingo

O levantamento mostra Moro numericamente à frente no cenário estimulado, Sandro em segundo e Requião em terceiro.

Mas também mostra algo que não pode ser colocado em segundo plano:

38,7% dos eleitores não apontam espontaneamente nenhum candidato.

É praticamente um eleitorado inteiro do tamanho de uma das principais candidaturas.

A pesquisa, portanto, não permite antecipar o resultado das urnas. Ela oferece uma fotografia do momento e mostra que, apesar de a campanha estar chegando ao fim, a definição espontânea do eleitorado ainda é relativamente baixa.

Depois de meses de campanha, debates, propaganda e pesquisas, chegou a hora em que todos os números serão confrontados com a realidade.

Neste domingo, 4 de outubro, não haverá cenário espontâneo nem estimulado. Haverá urna.

E será nela que os 38,7% que hoje não apontam espontaneamente um candidato — assim como todos os demais eleitores — transformarão intenção, dúvida ou preferência em voto.