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Romanelli é outro nome forte do PSD que ganha força na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Paraná

Reeleito para o sétimo mandato, com 83.364 votos, Romanelli demonstrou força eleitoral e capilaridade política. Recebeu votos em...

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Redação10/10/2026
Romanelli é outro nome forte do PSD que ganha força na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Paraná

Foto: Instagram LCR

Reeleito para o sétimo mandato, com 83.364 votos distribuídos por centenas de municípios, deputado do PSD reúne experiência, articulação política e bom trânsito entre diferentes bancadas para entrar no debate sobre o comando da Alep em 2027.

A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa do Paraná começa a ganhar novos contornos. Depois de oito anos de protagonismo político sob o governo Ratinho Junior, a Casa terá uma nova configuração a partir de 2027, com Sergio Moro no Palácio Iguaçu e uma bancada expressiva do PSD no Legislativo. Nesse cenário, o deputado Luiz Claudio Romanelli surge como um nome com experiência e capacidade de articulação para disputar o comando da Assembleia.

Reeleito para o sétimo mandato, com 83.364 votos, Romanelli demonstrou força eleitoral e capilaridade política. Recebeu votos em mais de 300 municípios paranaenses, resultado que reforça sua presença em diferentes regiões do Estado e sua relação com prefeitos, vereadores, lideranças comunitárias e setores produtivos. 

A votação, por si só, não define uma eleição interna, mas ajuda a explicar por que seu nome pode ganhar espaço nas conversas sobre a próxima Mesa Diretora.

Uma trajetória construída dentro e fora da Assembleia

Natural de Londrina e formado em Direito e Ciências Sociais, Romanelli iniciou sua trajetória política ainda no final dos anos 1970, no MDB, durante a luta pela redemocratização. Em 1984, participou da coordenação do movimento Diretas Já no Paraná e da organização do histórico comício realizado na Boca Maldita, em Curitiba. 

Antes de consolidar sua carreira parlamentar, ocupou funções no Executivo municipal e estadual. Foi secretário municipal em Curitiba, secretário especial de Política Habitacional do Paraná e presidente da Cohapar, onde participou da condução de programas habitacionais. Também comandou a Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Economia Solidária entre 2011 e 2014.

Eleito deputado estadual pela primeira vez em 1994, Romanelli construiu uma trajetória marcada pela atuação parlamentar e pela passagem por funções estratégicas. Foi líder do governo em duas legislaturas, primeiro-secretário da Assembleia e, atualmente, lidera a bancada do PSD e preside a Comissão de Orçamento. 

Essa experiência é uma de suas principais credenciais para uma eventual candidatura à presidência.

O peso do diálogo entre diferentes bancadas

A presidência da Assembleia não é conquistada apenas com votação nas urnas ou pelo tamanho do partido. A escolha depende da capacidade de reunir apoio entre os deputados, negociar posições e construir uma maioria que sustente a composição da Mesa Diretora.

É nesse terreno que Romanelli procura se diferenciar. Sua passagem por governos de diferentes períodos e sua atuação em funções de liderança lhe deram experiência nas negociações entre Executivo e Legislativo. O conhecimento do funcionamento interno da Casa também pode ser relevante em uma legislatura que terá novos parlamentares e uma correlação de forças diferente.

O desafio será transformar esse histórico de relacionamento em apoio efetivo. A eleição para a presidência exige conversas com partidos e grupos políticos que nem sempre compartilham as mesmas prioridades.

O PSD continua no centro do jogo

Embora tenha perdido o comando do Executivo estadual, o PSD continuará com uma bancada expressiva na Assembleia. O partido elegeu 14 deputados para a legislatura de 2027 a 2030, empatando com o PL como maior bancada da Casa. 

Essa configuração mantém o PSD em posição central nas articulações legislativas. Para o partido, a presidência da Assembleia representa um espaço importante de influência institucional; para o novo governo, a relação com a Mesa Diretora será parte fundamental da construção de uma base parlamentar.

Romanelli, integrante da bancada do PSD, pode reunir condições para participar dessa negociação. Sua experiência o coloca em posição de dialogar tanto com deputados ligados ao grupo político de Ratinho Junior quanto com parlamentares que estarão próximos do governo de Sergio Moro.

Isso não significa que sua eventual candidatura já tenha maioria garantida. A definição dependerá das articulações das próximas semanas e dos acordos que forem construídos entre os deputados eleitos.

Uma disputa que começa antes da posse

A eleição da Mesa Diretora, prevista para o início da nova legislatura, será um dos primeiros testes da reorganização política do Paraná. Além de Romanelli, outros parlamentares poderão entrar na disputa, tornando a escolha resultado de uma negociação que envolve partidos, lideranças e interesses regionais.

Romanelli chega a esse processo com três ativos importantes: uma trajetória parlamentar longa, uma votação expressiva e experiência na articulação entre diferentes forças políticas.

Resta saber se conseguirá transformar esses atributos em uma candidatura competitiva para presidir a Assembleia.

A eleição estadual mudou o comando do Palácio Iguaçu, mas o Legislativo continuará sendo um espaço de negociação entre forças que disputarão influência no novo governo. Nesse tabuleiro, Romanelli é um nome que merece atenção.

A disputa pela presidência da Alep não será decidida apenas pelo peso das urnas, mas pela capacidade de construir consensos dentro da Casa. E é justamente nesse terreno que Romanelli pretende fazer valer sua experiência política.