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Real Time mostra eleição ainda aberta: 41% não definem espontaneamente e rejeição pesa sobre Requião e Moro

É na pesquisa espontânea que aparece uma das informações mais relevantes do levantamento. Quando o eleitor precisa indicar um...

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Redação21/09/2026
Real Time mostra eleição ainda aberta: 41% não definem espontaneamente e rejeição pesa sobre Requião e Moro

A nova pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta segunda-feira (21), mostra Sergio Moro na liderança da disputa pelo Governo do Paraná, com 35% das intenções de voto no cenário estimulado. Sandro Alex aparece com 27%, seguido por Requião Filho, com 22%. Mas, além da liderança numérica, dois dados merecem atenção especial na leitura do levantamento: 41% dos eleitores não souberam ou não responderam quando nenhum nome foi apresentado, e Requião Filho e Sergio Moro concentram os maiores índices de rejeição.

41% ainda não apontam espontaneamente um candidato

É na pesquisa espontânea que aparece uma das informações mais relevantes do levantamento. Quando o eleitor precisa indicar um nome sem receber uma lista de candidatos, Moro aparece com 20%, Sandro Alex com 14% e Requião Filho com 12%. Outros nomes somam 3%, enquanto 8% optam por branco ou nulo.

O dado mais expressivo, porém, é que 41% não sabem ou não responderam. Ou seja, quatro em cada dez entrevistados ainda não apresentam espontaneamente uma escolha para o Governo do Paraná.

Esse percentual não pode ser simplesmente tratado como “votos disponíveis” para determinado candidato. Ele representa eleitores que, no momento da entrevista, não indicaram espontaneamente um nome. Ainda assim, mostra que existe uma diferença importante entre reconhecer os nomes apresentados numa lista e ter uma preferência suficientemente consolidada para citá-los sem estímulo.

Na estimulada, Moro mantém 35%

Quando os nomes são apresentados, Moro permanece com 35%, mesmo percentual do levantamento anterior. Sandro Alex aparece com 27%, enquanto Requião Filho chega a 22%. Luiz França tem 2%, outros candidatos somam 1%, brancos e nulos representam 5% e 8% não sabem ou não responderam.

A comparação com a pesquisa anterior também é relevante: o levantamento atual registra avanço de Sandro Alex de 25% para 27% e de Requião Filho de 21% para 22%, enquanto Moro permanece nos 35%.

Rejeição: Requião aparece no topo, Moro logo atrás

O outro ponto que merece atenção está na rejeição.

Segundo a pesquisa, 42% dos entrevistados dizem que não votariam de jeito nenhum em Requião Filho. Sergio Moro aparece logo atrás, com 39%, enquanto Sandro Alex registra 30%.

A diferença entre intenção de voto e rejeição produz uma fotografia importante da eleição. Requião tem 22% no cenário estimulado, mas 42% dizem rejeitar seu nome. Moro, por sua vez, tem 35% de intenção e 39% de rejeição.

São indicadores diferentes: rejeição não significa que o eleitor que rejeita um candidato necessariamente votará em seu adversário, mas indica o tamanho do eleitorado que declara uma barreira explícita àquela candidatura.

O segundo turno muda a fotografia

As simulações de segundo turno também ajudam a entender o cenário.

No confronto Moro x Requião Filho, Moro aparece com 52%, contra 30% de Requião; 7% optariam por branco ou nulo e 11% não sabem ou não responderam.

Já em Moro x Sandro Alex, a diferença diminui bastante: 42% para Moro e 38% para Sandro, com 10% de brancos/nulos e 10% de indecisos. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os números configuram empate técnico no limite da margem.

No terceiro cenário, Sandro Alex aparece com 42% contra 31% de Requião Filho, enquanto 13% indicam branco ou nulo e 14% não sabem ou não responderam.

O que os números dizem sobre a reta final

A pesquisa apresenta uma eleição com Moro numericamente na frente no primeiro turno, mas também revela uma quantidade expressiva de eleitores que ainda não apresentam espontaneamente uma escolha.

O contraste é particularmente forte: 35% para Moro na estimulada contra 20% na espontânea; 27% para Sandro contra 14%; e 22% para Requião contra 12%. Paralelamente, 41% não indicam nenhum nome espontaneamente.

Isso significa que a pesquisa não deve ser interpretada como uma previsão do resultado. Ela é uma fotografia de um eleitorado entrevistado entre 11 e 15 de setembro, com 1.600 pessoas, margem de erro de 2 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e registro no TSE sob o número PR-00532/2026.

A principal mensagem do levantamento, portanto, está em dois números: 41% ainda não apresentam espontaneamente um candidato e Requião Filho e Sergio Moro têm, respectivamente, 42% e 39% de rejeição. Na reta final, esses dois fatores — o tamanho da indefinição e o limite imposto pela rejeição — passam a ser elementos centrais para compreender a disputa pelo Palácio Iguaçu.