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Quaest: rejeição pode definir a eleição no Paraná. Aprovação de Ratinho Junior fortalece o candidato Sandro Alex

Se a intenção de voto mostra quem larga na frente, a pesquisa de rejeição revela quais candidatos enfrentam maior dificuldade para...

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Redação27/07/2026
Quaest: rejeição pode definir a eleição no Paraná.  Aprovação de Ratinho Junior fortalece o candidato Sandro Alex

A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (27) sobre a sucessão do Governo do Paraná traz uma fotografia importante da disputa. Se, por um lado, ela aponta quem larga na frente na corrida eleitoral, por outro revela dois indicadores que podem ser decisivos até outubro: a rejeição dos candidatos e a elevada aprovação do governo Ratinho Junior.

No cenário estimulado, Sergio Moro lidera com 39% das intenções de voto, seguido por Requião Filho (18%), Rafael Greca (12%), Sandro Alex (7%), Luiz França (1%) e Tony Garcia (1%). O percentual de indecisos e de votos brancos e nulos demonstra que ainda existe um espaço significativo para mudanças ao longo da campanha.

Mas um dos números que mais chamam a atenção é a rejeição dos candidatos. Nesse quesito, Requião Filho aparece na liderança, com 47%, seguido por Sergio Moro (34%), Rafael Greca (32%), Tony Garcia (23%), Sandro Alex (17%) e Luiz França (10%).

Na prática, a rejeição mede a dificuldade de crescimento de cada candidatura. Quanto maior esse índice, menor tende a ser a capacidade do candidato de conquistar novos eleitores.

Requião Filho enfrenta o cenário mais complicado. Quase metade do eleitorado afirma que não votaria nele de jeito nenhum, um indicador que limita sua expansão para além do eleitorado tradicional da esquerda.

Sergio Moro, embora lidere a pesquisa, também carrega uma rejeição elevada, reflexo da polarização política construída ao longo de sua trajetória nacional.

Já Sandro Alex aparece em uma situação diferente. Apesar de ainda registrar apenas 7% das intenções de voto, sua rejeição é de apenas 17%, a menor entre os principais candidatos. Isso significa que existe uma ampla margem para crescimento à medida que sua candidatura se torne mais conhecida pelo eleitorado.

Esse cenário ganha ainda mais relevância quando analisado em conjunto com a avaliação do atual governo.

Segundo a pesquisa Quaest, 81% dos paranaenses aprovam a administração de Ratinho Junior, enquanto apenas 13% desaprovam. Outros 6% não souberam ou preferiram não responder.

Quando a pergunta trata da avaliação da gestão, os números são ainda mais expressivos: 68% classificam o governo como positivo, 24% como regular e apenas 6% o consideram negativo.

Esses índices colocam Ratinho Junior entre os governadores mais bem avaliados do país e demonstram que o governo chega ao processo sucessório desfrutando de um elevado capital político.

É justamente nesse ponto que Sandro Alex pode encontrar seu principal ativo eleitoral.

Enquanto alguns adversários precisam administrar elevados índices de rejeição, o candidato apoiado pelo governador inicia a campanha com um dos menores percentuais de resistência do eleitorado e com o respaldo de uma gestão amplamente aprovada pela população.

Naturalmente, intenção de voto não se transfere automaticamente. A aprovação de um governo não garante, por si só, a eleição do sucessor. Mas a experiência política mostra que governantes bem avaliados possuem maior capacidade de impulsionar seus candidatos, especialmente quando conseguem unificar uma ampla base partidária e manter o protagonismo durante a campanha.

A pesquisa Quaest, portanto, revela uma disputa que vai além dos números da intenção de voto. Ela mostra que Sergio Moro larga na frente, mas também indica que a combinação entre baixa rejeição de Sandro Alex e altíssima aprovação do governo Ratinho Junior pode alterar o equilíbrio da corrida eleitoral nos próximos meses.

Na pergunta se o governador Ratinho Junior merece eleger o sucessor, a resposta foi a seguinte: 

  • Merece: 63%;
  • Não merece: 25%;
  • Não sabe/não respondeu: 12%.

Em uma eleição majoritária, não basta apenas liderar. É preciso continuar crescendo. E, nesse aspecto, aprovação e rejeição podem pesar tanto quanto a própria intenção de voto.