A nova pesquisa IRG Pesquisas para o Governo do Paraná apresenta uma mudança importante na fotografia da disputa: Sandro Alex e Rafael Greca avançam, enquanto Sergio Moro permanece na liderança, mas sem repetir o mesmo ritmo de crescimento observado pelos adversários. No cenário estimulado com as chapas completas, Moro aparece com 39,7%, Sandro Alex/Rafael Greca com 27% e Requião Filho/Michele Caputo com 21,8%.
O crescimento de Sandro e Greca ganha relevância quando comparado à rodada anterior do IRG. Em setembro, a chapa havia registrado 24,8% e passou para 27%, enquanto Moro, que tinha 38,8%, agora aparece com 39,7%. Ou seja, a chapa de Sandro e Greca avançou 2,2 pontos, enquanto Moro oscilou apenas 0,9 ponto, dentro da margem de erro.
O dado mais forte está na espontânea
Quando os nomes dos candidatos não são apresentados, a fotografia muda bastante. 54,3% dos entrevistados não souberam ou não responderam, enquanto outros 4% declararam branco, nulo ou nenhum candidato.
Moro aparece com 18,4%, Sandro Alex com 10,4% e Requião Filho com 9,2%. O elevado índice de indefinição mostra que mais da metade do eleitorado ainda não manifesta espontaneamente uma escolha.
Esse dado é particularmente relevante na reta final porque demonstra que a pesquisa estimulada — aquela em que os nomes são apresentados — não representa necessariamente uma decisão eleitoral consolidada.
Sandro cresce e reduz a distância para Moro
A evolução de Sandro merece atenção. Na pesquisa de julho do próprio IRG, ele aparecia com 16,5%, enquanto Moro tinha 37,4%.
No levantamento seguinte, com a composição das chapas, Sandro/Greca chegaram a 27% contra 38,8% de Moro. Agora, Moro está em 39,7% e Sandro/Greca continuam em 27%.
O que os números mostram objetivamente é uma redução importante da distância entre a chapa apoiada por Ratinho Junior e a candidatura de Moro ao longo da série do IRG, embora as pesquisas tenham diferenças metodológicas que precisam ser consideradas.
Rejeição é um obstáculo para Requião
A rejeição também chama atenção. Requião Filho aparece com 43,8%, enquanto Sergio Moro registra 28,6%. Sandro Alex tem apenas 4,3% de rejeição no levantamento.
A diferença é expressiva: Requião tem 39,5 pontos a mais de rejeição que Sandro.
Rejeição não equivale a voto em outro candidato, mas representa uma parcela do eleitorado que declara uma barreira explícita àquela candidatura. Por isso, é um indicador relevante especialmente quando se analisa a possibilidade de segundo turno.
Segundo turno aproxima Moro e Sandro
O IRG também mostra um cenário diferente quando a disputa é reduzida a dois nomes.
No confronto entre Moro/Edson Vasconcelos e Sandro Alex/Rafael Greca, Moro aparece com 44,8%, contra 40,5% de Sandro e Greca. A diferença é de 4,3 pontos percentuais.
Já contra Requião, Moro aparece com 57,5%, enquanto Requião/Michele Caputo têm 31,2%. No confronto entre Sandro/Greca e Requião/Michele, Sandro chega a 52,9% contra 28,6%.
A fotografia da reta final
O levantamento não autoriza concluir antecipadamente quem chegará ao segundo turno ou quem vencerá a eleição. Mas revela tendências que merecem atenção:
Moro continua numericamente na frente, mas sua vantagem sobre Sandro não cresce na mesma proporção que o avanço registrado pela chapa do PSD ao longo da série do IRG.
Ao mesmo tempo, Sandro Alex e Rafael Greca aparecem em trajetória de crescimento, enquanto a combinação de 54,3% de indecisos na espontânea e baixa rejeição de Sandro deixa um espaço significativo para a movimentação do eleitorado.
A pesquisa foi registrada no TSE sob o número PR-01172/2026, ouviu 1.200 eleitores entre 17 e 20 de setembro, tem margem de erro de 2,83 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
A principal leitura do levantamento, portanto, não está apenas nos 39,7% de Moro: está nos 54,3% que ainda não declaram espontaneamente um candidato e na evolução de Sandro Alex/Rafael Greca, que chegam à reta final em uma posição diferente daquela registrada no início da campanha.
