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Pesquisa IRG mostra mudança no tabuleiro eleitoral: Sandro Alex encosta em Moro e preocupa o adversário

No confronto direto entre Sergio Moro e Sandro Alex, a diferença diminui de forma expressiva

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Redação15/06/2026
Pesquisa IRG mostra mudança no tabuleiro eleitoral: Sandro Alex encosta em Moro e preocupa o adversário

A pesquisa IRG divulgada nesta segunda-feira (15) pela RICtv traz uma fotografia importante da corrida pelo Governo do Paraná e revela um movimento que merece atenção dos analistas políticos: a consolidação de Sandro Alex como o principal nome do grupo governista na disputa contra Sergio Moro. A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 13 de junho, com 1.000 entrevistados, margem de erro de 3,1 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

No cenário estimulado com todos os pré-candidatos, Sergio Moro permanece na liderança com 38,2% das intenções de voto. Entretanto, o dado mais relevante está na disputa pelo segundo lugar. Requião Filho aparece com 18,6%, Sandro Alex surge com 14,4% e Rafael Greca registra 11,7%, indicando uma aproximação do candidato apoiado por Ratinho Junior em relação aos nomes tradicionais da política paranaense.

(Crédito de imagem: Redes Sociais/ Jovem Pan News Paraná/ Divulgação)

O cenário muda de forma ainda mais significativa quando a pesquisa apresenta os candidatos vinculados aos seus principais apoios políticos. Sem Rafael Greca na disputa, Sergio Moro, associado ao apoio de Flávio Bolsonaro, aparece com 39,1%, enquanto Sandro Alex, apresentado como o candidato apoiado pelo governador Ratinho Junior, salta para 27,5%. Requião Filho, vinculado ao presidente Lula, fica com 20,8%.

Esse é, provavelmente, o dado mais estratégico da pesquisa. Ele demonstra que o eleitor paranaense faz uma associação direta entre Sandro Alex e o atual governo estadual. Mais do que o desempenho individual do pré-candidato, o levantamento aponta para o potencial de transferência política de Ratinho Junior, cuja administração possui altos índices de aprovação. 

Outro aspecto que chama atenção é o cenário de segundo turno. No confronto direto entre Sergio Moro e Sandro Alex, a diferença diminui de forma expressiva: Moro tem 42,5% e Sandro Alex alcança 38,5%. Considerando a margem de erro de 3,1 pontos percentuais, trata-se de um cenário de equilíbrio competitivo, especialmente em um momento em que a campanha oficial ainda não começou.

A pesquisa também traz um dado que costuma ser decisivo em eleições: o grande volume de eleitores que ainda não definiram seu voto. No cenário espontâneo, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, 58,8% dos entrevistados disseram não saber ou não responderam em quem votariam. Sergio Moro aparece com 14,4%, Requião Filho com 7,8%, Ratinho Junior com 7,3% e Sandro Alex com 4,2%.

Esse número ajuda a explicar a estratégia adotada pelo grupo governista. Enquanto Moro parte de um patamar elevado de conhecimento público construído ao longo de sua trajetória nacional, Sandro Alex ainda trabalha para ampliar sua presença estadual. A intensa agenda de viagens pelo interior, a participação em inaugurações, anúncios de investimentos e o contato direto com prefeitos e lideranças locais fazem parte exatamente dessa construção de imagem.

Há também um elemento político importante: a posição de Rafael  Greca. O ex-prefeito de Curitiba continua sendo um nome relevante, principalmente na capital e região metropolitana. Entretanto, caso não permaneça como candidato ao governo e opte por uma composição com o grupo de Ratinho Junior, o cenário pode sofrer uma nova reorganização, especialmente na disputa pelo eleitorado mais moderado e urbano. 

A grande conclusão da pesquisa IRG é que Sergio Moro continua sendo o candidato a ser superado, mantendo uma liderança confortável neste momento. Porém, o levantamento também mostra que a eleição está longe de estar definida.

Sandro Alex aparece como o único pré-candidato que consegue, até o momento, aproximar-se de Moro quando associado ao legado administrativo de Ratinho Junior.

Em uma disputa que ainda terá campanha, debates, propaganda eleitoral e a comparação entre projetos de Estado, a capacidade de transformar aprovação de governo em votos pode ser o fator decisivo da sucessão paranaense.