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Os "nanicos" entram na disputa para marcar posição e fortalecer suas bancadas

No Paraná, onde o cenário é polarizado entre candidaturas de centro-direita e direita, a influência desses partidos tende a ser limitada na disputa pelo Palácio Iguaçu

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Redação26/07/2026
Os "nanicos" entram na disputa para marcar posição e fortalecer suas bancadas

Foto: divulgação Rede

A Federação PSOL/Rede oficializou apoio à candidatura de Requião Filho (PDT) ao Governo do Paraná e de Gleisi Hoffmann (PT) ao Senado, além de homologar suas chapas para a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados. A estratégia da federação é disputar espaço na eleição proporcional, com a expectativa de eleger ao menos um deputado federal e dois estaduais.

Embora frequentemente chamados de "partidos nanicos", PSOL e Rede cumprem um papel importante no sistema eleitoral brasileiro. Em disputas majoritárias, dificilmente chegam ao segundo turno ou protagonizam a corrida ao governo. Seu foco costuma ser outro: dar visibilidade às pautas da legenda, fortalecer sua identidade política e ampliar a representação no Legislativo.

No Paraná, onde o cenário é polarizado entre candidaturas de centro-direita e direita, a influência desses partidos tende a ser limitada na disputa pelo Palácio Iguaçu. Ainda assim, eles podem exercer papel relevante ao mobilizar nichos específicos do eleitorado e contribuir para a formação de bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

Em outras palavras, os chamados "nanicos" raramente decidem quem vence a eleição para governador, mas podem influenciar a composição do Parlamento. E, na política, conquistar cadeiras no Legislativo muitas vezes é mais estratégico do que disputar um cargo majoritário sem chances reais de vitória.