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No debate da Band, Curi escolhe propostas enquanto adversários travam enfadonhos confrontos de esquerda e direita

Enquanto isso, outros momentos do debate foram dominados pelo confronto. Deltan Dallagnol e Gleisi Hoffmann trocaram acusações...

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Redação10/09/2026
No debate da Band, Curi escolhe propostas enquanto adversários travam enfadonhos confrontos de esquerda e direita

Foto: reprodução Bandnews

O debate da Band entre os candidatos ao Senado pelo Paraná terminou com um retrato claro do clima da disputa: 25 pedidos de direito de resposta, oito deles deferidos, em uma noite marcada por ataques, acusações e confrontos diretos.

Nesse ambiente, Alexandre Curi adotou uma estratégia diferente. Em vez de transformar sua participação em uma sucessão de ataques aos adversários, concentrou suas falas na apresentação de propostas para o Paraná e para o país.

No confronto com Filipe Barros, por exemplo, Curi foi questionado sobre as condições das rodovias paranaenses. Em resposta, falou sobre duplicações, ferrovias, o contorno ferroviário de Curitiba, a renovação da Malha Sul e a necessidade de ampliar os investimentos federais em infraestrutura.

Também no debate com Dr. Rosinha, sobre o STF, Curi apresentou propostas para mudar a forma de escolha dos ministros, ampliar a fiscalização e reduzir o peso das indicações políticas.

No meio desse ambiente de confrontos, Alexandre Curi procurou o tempo todo adotar uma postura diferente.

O candidato do Republicanos afirmou que era necessário deixar de lado a guerra ideológica e concentrar o debate em propostas. Questionado sobre infraestrutura, defendeu investimentos em rodovias, ferrovias e obras estratégicas para o Paraná. Ao discutir o STF, apresentou propostas para mudar a forma de escolha dos ministros e ampliar a fiscalização sobre a Corte.

O contraste acabou ficando evidente: enquanto boa parte do debate foi consumida por ataques e respostas, Curi procurou ocupar o espaço das propostas.

Enquanto isso, outros momentos do debate foram dominados pelo confronto. Deltan Dallagnol e Gleisi Hoffmann trocaram acusações sobre segurança pública, Lava Jato e a trajetória política de ambos. Cristina Graeml e Filipe Barros entraram em choque ao discutir Banco Master e a disputa pelo eleitorado de direita. Cristina também protagonizou confronto com Gleisi sobre feminicídio e políticas de segurança.

O contraste foi evidente.

A noite mostrou, portanto, que a eleição para o Senado no Paraná será marcada por uma disputa em duas frentes: a guerra ideológica, que coloca direita e esquerda em choque, e a busca por um eleitor que queira discutir problemas concretos do Estado.

E, nesse segundo campo, Curi procurou se apresentar como uma alternativa ao bate-boca que dominou o debate.