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Nem a máquina da Prefeitura ajuda: Sandro Alex lidera em Ponta Grossa e impõe derrota simbólica a Sergio Moro

Sandro Alex apresenta um ativo que costuma ser mais valioso nas eleições estaduais: identificação regional, presença constante nos municípios

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Redação22/06/2026
Nem a máquina da Prefeitura ajuda: Sandro Alex lidera em Ponta Grossa e impõe derrota simbólica a Sergio Moro

A pesquisa divulgada pelo Grupo D'Ponta traz um dado que vai além dos números e merece uma leitura política mais profunda: mesmo tendo ao seu lado a prefeita de Ponta Grossa, uma das principais lideranças municipais do Paraná e aliada declarada de Sergio Moro, o senador aparece atrás de Sandro Alex justamente na cidade que deveria funcionar como uma de suas principais bases eleitorais.

O resultado é politicamente constrangedor para Moro.

Ponta Grossa não é apenas um grande colégio eleitoral. É a principal cidade dos Campos Gerais, uma região estratégica para qualquer projeto ao Governo do Estado. Além disso, a prefeita integra o grupo político que tem demonstrado proximidade com o senador. Em tese, essa combinação deveria oferecer a Moro uma vantagem competitiva relevante.

Mas foi exatamente o contrário que a pesquisa revelou.

Sandro Alex aparece na liderança das intenções de voto, demonstrando que sua conexão com a população ponta-grossense permanece sólida e independente das estruturas de poder atualmente instaladas no município. O eleitor parece fazer uma distinção clara entre a administração local e a disputa estadual.

O resultado evidencia algo que muitos analistas políticos já observavam nos bastidores: Sandro Alex construiu ao longo dos anos uma relação direta com a cidade que não depende de apoios circunstanciais ou de alianças eleitorais momentâneas. Seu capital político possui raízes próprias.

Mais significativo ainda é o fato de que a liderança ocorre em um cenário onde Moro reúne praticamente todas as condições para apresentar desempenho superior. Conta com mandato de senador, ampla exposição nacional, forte presença nas redes sociais e apoio de uma prefeita que governa o maior município dos Campos Gerais.

Mesmo assim, não conseguiu ultrapassar Sandro Alex.

A leitura política é inevitável. Enquanto Moro continua dependendo da imagem construída durante a Operação Lava Jato para sustentar seu projeto eleitoral, Sandro Alex apresenta um ativo que costuma ser mais valioso nas eleições estaduais: identificação regional, presença constante nos municípios e associação direta com um governo que mantém elevados índices de aprovação, liderado pelo governador Ratinho Junior.

Outro aspecto relevante é que a pesquisa mostra que a disputa estadual não está sendo definida apenas por exposição midiática ou pela força das redes sociais. O eleitor demonstra valorizar quem conhece a realidade local e possui histórico concreto de atuação na região.

Para Moro, o sinal de alerta é evidente. Se o senador encontra dificuldades para liderar uma pesquisa em uma cidade administrada por uma aliada política, a pergunta que surge naturalmente é como pretende construir vantagem em regiões onde não possui prefeitos, lideranças locais ou estruturas políticas consolidadas.

Para Sandro Alex, ao contrário, o levantamento reforça a percepção de que sua candidatura tem potencial para crescer além dos Campos Gerais. A liderança em Ponta Grossa era uma obrigação política. O que chama a atenção é a forma como ela acontece: enfrentando um adversário nacionalmente conhecido, apoiado pela prefeita local e ainda assim chegando à frente.

A pesquisa mostra que, em Ponta Grossa, o eleitor parece ter feito uma escolha clara entre discurso e pertencimento. E, neste momento, o pertencimento continua favorecendo Sandro Alex. A cidade que conhece sua trajetória, acompanhou sua atuação política e viu de perto sua presença ao longo dos anos decidiu, pelo menos por enquanto, colocá-lo na dianteira da corrida eleitoral.

Se Ponta Grossa costuma antecipar movimentos importantes da política dos Campos Gerais, Sergio Moro tem motivos para se preocupar. E Sandro Alex, razões concretas para acreditar que sua candidatura começa a ganhar musculatura onde realmente importa: nas urnas.