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Julho será o mês da verdade: convenções vão definir quem realmente entra na disputa pelo Palácio Iguaçu

O PSD chega ao calendário eleitoral como o partido que governa o Estado, administra o maior número de municípios paranaenses e

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Redação02/07/2026
Julho será o mês da verdade: convenções vão definir quem realmente entra na disputa pelo Palácio Iguaçu

Foto: Roberto Dziura/AEN

A pré-campanha acabou.

Julho marca o início da fase em que discursos dão lugar às decisões oficiais. É o mês das convenções partidárias, quando os principais partidos do Paraná colocarão no papel aquilo que, até agora, vinha sendo construído nos bastidores.

O primeiro grande movimento vem do PSD. A legenda do governador Ratinho Junior confirmou sua convenção para o dia 25 de julho, no Paraná Clube, em Curitiba. O evento deverá oficializar a candidatura de Sandro Alex ao Governo do Estado e consolidar a estratégia de continuidade do projeto político iniciado em 2019.

Não é apenas uma convenção.

É uma demonstração de força.

O PSD chega ao calendário eleitoral como o partido que governa o Estado, administra o maior número de municípios paranaenses e pretende transformar a elevada aprovação de Ratinho Junior em capital eleitoral para Sandro Alex. A escolha de antecipar a convenção também tem um simbolismo: transmitir organização, unidade e confiança.

Do outro lado, o PL também definiu sua convenção estadual. A legenda prepara o ato que deverá oficializar a candidatura do senador Sergio Moro ao Governo do Paraná e consolidar sua chapa para a disputa de outubro. O partido aposta na força da polarização nacional e na imagem de Moro para enfrentar a estrutura governista.

Já o PT preferiu outro caminho.

A convenção petista ficou para o fim de julho, numa estratégia que permite acompanhar a movimentação dos adversários antes de oficializar suas decisões. Não é incomum que partidos deixem suas convenções para os últimos dias do prazo legal, preservando margem para negociações e ajustes de alianças.

Essa diferença de calendário revela estilos distintos de fazer política.

Enquanto PSD e PL procuram ocupar o noticiário com demonstrações de organização e mobilização, o PT trabalha para manter abertas as conversas políticas antes da definição final de sua estratégia.

Mas há um detalhe que merece atenção.

As convenções não servem apenas para homologar candidaturas. São também o momento em que cada partido mede sua capacidade de mobilização. Quantos prefeitos comparecem? Quantos deputados? Quantas lideranças regionais? Qual é o tamanho do entusiasmo da militância?

Na prática, as convenções funcionam como um primeiro teste de força.

Quem lota auditórios envia um recado aos adversários. Quem apresenta unidade reduz especulações sobre divisões internas. Quem sai de uma convenção fortalecido costuma ganhar fôlego para o início oficial da campanha.

É por isso que julho pode redesenhar o cenário eleitoral do Paraná.

Até aqui, o debate esteve concentrado nas pesquisas. A partir das convenções, o foco muda. Entram em cena as chapas completas, os discursos de lançamento, as alianças formalizadas e a capacidade real de cada grupo político de transformar pré-candidaturas em campanhas competitivas.

A fumaça dos bastidores começa a dar lugar aos fatos.

E, na política, é justamente nesse momento que muita coisa muda.