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Indecisos podem ser a chave da sucessão no Paraná e abrir espaço para o candidato da continuidade

Com elevados índices de aprovação ao longo do segundo mandato, Ratinho Junior permanece como a principal liderança política do estado

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Redação07/07/2026
Indecisos podem ser a chave da sucessão no Paraná e abrir espaço para o candidato da continuidade

A nova pesquisa do Paraná Pesquisas sobre a corrida ao Governo do Paraná confirma a liderança do senador Sergio Moro nas intenções de voto, mas revela um dado que pode ser ainda mais importante para a definição da eleição de 2026: uma parcela expressiva do eleitorado ainda não consolidou sua escolha.

Na pesquisa espontânea — quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos — 63,5% dos eleitores afirmam não saber em quem votar ou preferem não opinar. O número demonstra que a disputa está longe de estar definida e que a maior parte do eleitorado ainda aguarda o início efetivo da campanha para formar sua decisão.

Esse contingente de indecisos representa um espaço político decisivo, sobretudo para o nome que vier a ser oficialmente apresentado como candidato da continuidade da gestão do governador Ratinho Junior.

Com elevados índices de aprovação ao longo do segundo mandato, Ratinho Junior permanece como a principal liderança política do estado. A definição de seu sucessor poderá influenciar justamente esse eleitor que hoje ainda não se identifica com nenhum dos pré-candidatos colocados na disputa.

A pesquisa mostra que Sergio Moro inicia a corrida em posição confortável, impulsionado pelo elevado grau de conhecimento junto ao eleitorado. Entretanto, a própria sondagem indica que ainda existe um amplo universo de eleitores disponível para ser conquistado.

Outro indicador importante é a rejeição dos principais concorrentes.

O levantamento mostra que Requião Filho lidera a rejeição, com 33,7%, seguido por Sergio Moro, com 25,3%. Em um segundo grupo aparecem Rafael Greca (14,3%), Tony Garcia (11,0%), Sandro Alex (10,1%) e Luiz França (7,5%). Além disso, 13,3% não souberam responder, enquanto 8,2% afirmaram que poderiam votar em qualquer um dos candidatos.

Os números ajudam a explicar por que a eleição permanece aberta.

Embora Moro lidere as intenções de voto, seu índice de rejeição mostra que existe um segmento significativo do eleitorado que descarta apoiá-lo. Da mesma forma, Requião Filho enfrenta a maior resistência entre todos os nomes testados, o que limita sua capacidade de ampliar sua base eleitoral.

Já os possíveis candidatos ligados ao governo apresentam rejeição significativamente menor. Rafael Greca registra 14,3%, enquanto Sandro Alex aparece com apenas 10,1%, percentuais inferiores aos dos dois principais concorrentes. Esses dados indicam que ambos ainda possuem margem para ampliar sua intenção de voto, especialmente caso recebam o apoio formal do governador.

É justamente nesse ponto que os indecisos ganham protagonismo.

Grande parte dos 63,5% que ainda não manifestam preferência espontânea pode estar aguardando a definição das alianças e, principalmente, a indicação do candidato que representará a continuidade do atual governo. Em eleições estaduais, é comum que o eleitor satisfeito com a administração em exercício espere o início da campanha para identificar quem dará sequência ao projeto político.

Por isso, a fotografia apresentada pela pesquisa deve ser interpretada com cautela. A liderança de Sergio Moro é consistente neste momento, mas a combinação entre um elevado número de indecisos e os diferentes níveis de rejeição demonstra que ainda há espaço para mudanças importantes até a votação.

Mais do que apontar um favorito, o levantamento evidencia que a sucessão do Governo do Paraná dependerá da capacidade dos candidatos de conquistar o eleitor que hoje permanece sem decisão e, principalmente, de convencer esse contingente de que representam o projeto político mais capaz de conduzir o estado nos próximos quatro anos.