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Fiscalização protege quem depende do transporte por aplicativo e deve ser ampliada

Em um sistema que se tornou essencial para a mobilidade urbana, a confiança é um dos principais patrimônios.

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Redação17/07/2026
Fiscalização protege quem depende do transporte por aplicativo e deve ser ampliada

Foto: divulgação PMC

A operação realizada pela Urbs e pelo Grupamento de Trânsito da Guarda Municipal na Rodoferroviária de Curitiba reforça uma realidade que muitas vezes passa despercebida: a fiscalização do transporte por aplicativo é uma medida de proteção ao usuário, e não uma perseguição aos motoristas.

Na ação, 33 veículos foram abordados. O resultado chamou a atenção: oito automóveis foram guinchados, foram lavrados 34 autos de infração — a maioria por irregularidades gravíssimas — e ainda houve flagrantes de transporte remunerado sem a licença exigida pela legislação.

Entre os casos encontrados estava um veículo de locadora que acumulava cerca de R$ 13 mil em débitos e 31 infrações de trânsito. Também foram identificados condutores com a Carteira Nacional de Habilitação suspensa.

Embora esses números representem uma parcela pequena diante da quantidade de motoristas que trabalham regularmente, eles demonstram por que a fiscalização não pode ser tratada como mero rigor burocrático. Curitiba movimenta diariamente milhares de viagens por aplicativos, transportando trabalhadores, estudantes, turistas, idosos e famílias. Cada veículo irregular retirado de circulação representa um risco a menos para quem utiliza esse serviço.

A fiscalização também contribui para a valorização dos profissionais que atuam dentro das regras, e deve ser ampliado. Motoristas que mantêm documentação em dia, pagam tributos e cumprem as exigências legais não podem competir em condições desiguais com quem ignora a legislação e coloca passageiros em risco.

Em um sistema que se tornou essencial para a mobilidade urbana, a confiança é um dos principais patrimônios. E confiança se constrói com fiscalização permanente, critérios claros e aplicação da lei de forma igual para todos. Afinal, quando o passageiro entra em um carro de aplicativo, ele precisa ter a segurança de que está sendo transportado por um motorista habilitado e em um veículo apto para prestar esse serviço.

É exatamente esse o papel de operações como a realizada na Rodoferroviária: preservar a segurança da população e garantir que o transporte por aplicativo continue sendo uma alternativa confiável para milhares de curitibanos todos os dias.