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Alexandre Curi se consolida na disputa pelo Senado — mas o eleitor ainda não decidiu

É uma fotografia bastante diferente daquela de uma eleição tradicional em que dois ou três candidatos abrem vantagem sobre os demais

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Redação28/08/2026
Alexandre Curi se consolida na disputa pelo Senado — mas o eleitor ainda não decidiu

A disputa pelas duas cadeiras do Paraná no Senado em 2026 começa a ganhar contornos mais claros, mas ainda está muito longe de ser uma eleição definida.

A nova pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta sexta-feira (28), coloca Alexandre Curi, do Republicanos, com 18% das intenções de voto, na segunda colocação, atrás de Deltan Dallagnol, que aparece com 20%. Filipe Barros tem 17%, Gleisi Hoffmann 15% e Cristina Graeml 14%.

Ou seja: os cinco primeiros estão separados por apenas seis pontos percentuais.

É uma disputa apertada.

E, nesse cenário, a posição de Alexandre Curi merece atenção especial.

Curi está no pelotão da frente

Na pesquisa anterior do próprio Real Time Big Data, divulgada em 18 de agosto, Curi aparecia com 17%, empatado tecnicamente com Deltan Dallagnol, que tinha 19%, e Filipe Barros, também com 17%. Gleisi aparecia com 15% e Cristina Graeml com 13%.

Agora, Curi avançou para 18%.

Pode parecer pouco.

Mas, em uma corrida na qual cinco candidatos estão comprimidos em uma faixa de seis pontos, cada ponto percentual pode ter importância significativa.

Mais importante do que a oscilação de um ponto é a permanência de Curi entre os candidatos que efetivamente disputam as duas vagas.

  • Ele não aparece como um candidato periférico.
  • Está no centro da disputa.

E há uma característica que diferencia a eleição para o Senado

É preciso lembrar que o eleitor paranaense terá dois votos para o Senado.

Isso muda completamente a lógica da disputa.

Não se trata simplesmente de escolher o primeiro colocado.

Dois candidatos serão eleitos.

Por isso, quando o Real Time apresenta o resultado consolidado dos dois votos, reduzido para 100%, o que está sendo medido é a força relativa de cada candidatura dentro de uma eleição em que existe espaço para dois nomes.

Nesse cenário, Curi aparece em posição bastante confortável.

Mas confortável não significa garantido.

A diferença entre ele e o quinto colocado, Cristina Graeml, é de apenas quatro pontos.

E entre Curi e Deltan, líder da pesquisa, são apenas dois pontos.

É praticamente uma fotografia de uma corrida embolada.

O número que chama atenção: cinco candidatos em seis pontos

A distribuição atual é:

  • Deltan Dallagnol — 20%
  • Alexandre Curi — 18%
  • Filipe Barros — 17%
  • Gleisi Hoffmann — 15%
  • Cristina Graeml — 14%
  • Dr. Rosinha — 5%
  • Karen Guerreiro — 1%
  • Nulo/branco — 4%
  • Não sabe/não respondeu — 6%.

É uma fotografia bastante diferente daquela de uma eleição tradicional em que dois ou três candidatos abrem vantagem sobre os demais.

Aqui, Deltan, Curi, Barros, Gleisi e Cristina estão disputando praticamente o mesmo espaço eleitoral.

Isso significa que uma pequena mudança de comportamento do eleitor pode alterar significativamente a ordem dos candidatos.

Curi, portanto, não precisa apenas olhar para quem está à sua frente.

Precisa olhar para quem está imediatamente atrás.

Mas existe um número ainda mais importante

Se a pesquisa estimulada apresenta uma disputa relativamente definida, a espontânea mostra uma realidade muito diferente.

E aqui está talvez o dado mais revelador de toda essa discussão sobre as pesquisas eleitorais no Paraná.

Na pesquisa Quaest, divulgada na segunda-feira (24), 90% dos entrevistados não souberam apontar espontaneamente em quem pretendem votar para o Senado.

Alexandre Curi apareceu com apenas 2% na espontânea, empatado com Gleisi. Deltan teve 3%, Filipe Barros 1% e Dr. Rosinha 1%.

Na pesquisa estimulada da mesma Quaest, entretanto, Curi aparece com 15%, liderando o levantamento, seguido por Gleisi com 11%, Deltan e Filipe Barros com 9% e Cristina Graeml com 8%.

A diferença é brutal.

Curi:

15% na estimulada.

2% na espontânea.

Isso não significa que a pesquisa esteja errada.

Significa que a maioria dos eleitores ainda precisa receber os nomes para começar a escolher.

E essa é uma informação fundamental para entender a eleição.

A mesma história aparece em outros institutos

O Paraná Pesquisas também encontrou um eleitorado extremamente indefinido.

Na espontânea, 78,6% não souberam ou não quiseram opinar sobre os candidatos ao Senado.

Curi teve 2,6%.

Mas, quando os nomes foram apresentados, ele saltou para 29,6%, ficando atrás apenas de Deltan Dallagnol, com 34%. Gleisi apareceu com 28,1% e Filipe Barros com 26%.

Temos, portanto, três fotografias diferentes:

Real Time: Curi 18%.

Quaest: Curi 15%.

Paraná Pesquisas: Curi 29,6%.

Os números não devem ser simplesmente somados ou comparados como se fossem pesquisas idênticas. São períodos, metodologias, amostras e questionários diferentes.

Mas há uma tendência que merece atenção:

Alexandre Curi aparece entre os nomes competitivos nos diferentes levantamentos.

E o eleitor ainda está longe de ter escolhido

Essa talvez seja a maior conclusão possível a partir dos números.

O candidato que hoje aparece com 18%, 15% ou 29,6% na estimulada não significa que tenha esse mesmo grau de presença espontânea na cabeça do eleitor.

Na realidade, quando ninguém apresenta a lista de candidatos, os percentuais despencam.

Isso é particularmente relevante em uma eleição para o Senado, porque o eleitor precisa escolher dois nomes.

Muita gente ainda não sabe sequer qual será seu primeiro voto.

E menos ainda já definiu o segundo.

Portanto, a disputa não está apenas entre Curi, Dallagnol, Barros, Gleisi e Cristina.

Existe um enorme contingente de eleitores que ainda está fora dessa disputa.

E é justamente esse eleitor que pode decidir quais serão os dois senadores paranaenses a partir de 2027.

Curi tem uma vantagem: está no centro da disputa

A situação de Alexandre Curi apresenta, neste momento, uma característica importante.

Ele não depende de uma única pesquisa para aparecer bem.

  • No Real Time, está em segundo, com 18%.
  • Na Quaest, lidera, com 15%.
  • No Paraná Pesquisas, está em segundo, com 29,6%.
  • Isso não permite afirmar que Curi será eleito.

Mas permite dizer que seu nome está consolidado no grupo que disputa efetivamente as duas vagas.

E essa talvez seja a principal notícia para sua candidatura.

A questão agora é saber se ele conseguirá transformar essa presença nas pesquisas estimuladas em voto efetivo.

Porque existe uma distância enorme entre o eleitor dizer "esse nome eu conheço e poderia votar" e efetivamente apertar o botão da urna.

A eleição do Senado pode ser decidida nos detalhes

Com cinco candidatos entre 14% e 20% no Real Time, não existe espaço para acomodação.

Uma candidatura pode crescer rapidamente. Outra pode perder espaço.

Uma aliança pode alterar a distribuição dos votos. Um debate pode produzir um fato novo.

Uma campanha de televisão pode aumentar o conhecimento de um candidato. Uma rejeição pode limitar o crescimento de outro.

E, sobretudo, o eleitor pode simplesmente começar a decidir.

Esse último fator é o mais importante.

Porque os números da espontânea mostram que a eleição ainda não está madura na cabeça do eleitor.

O Paraná ainda não escolheu seus dois senadores.

Os candidatos estão disputando a preferência de um eleitorado que, em grande parte, ainda está olhando para a lista e pensando:

"Qual desses nomes merece meu voto?"

Alexandre Curi, hoje, está entre os candidatos que têm motivos para acreditar que podem conquistar uma das duas vagas.

Mas a eleição está aberta.

E, quando cinco candidatos cabem em apenas seis pontos percentuais, ninguém pode confundir estar na frente com estar eleito.

No Senado, talvez mais do que em qualquer outra disputa, a eleição será decidida não apenas por quem conseguir conquistar o primeiro voto do eleitor.

Será decidida por quem conseguir convencer o eleitor a colocar seu nome entre os dois.