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Alep se consolida como referência em eficiência e tem o segundo menor custo por habitante do Brasil

Cada morador do Paraná desembolsou, indiretamente, R$ 56,97 por ano para manter o funcionamento da Alep

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Redação03/07/2026
Alep se consolida como referência em eficiência e tem o segundo menor custo por habitante do Brasil

Foto: Antônio More/Alep

Em um cenário em que o custo da máquina pública é alvo permanente de cobranças da sociedade, a Assembleia Legislativa do Paraná aparece em posição de destaque nacional. Levantamento realizado com base na execução orçamentária de 2025 mostra que o Legislativo paranaense possui o segundo menor custo por habitante entre todas as assembleias estaduais do País.

Cada morador do Paraná desembolsou, indiretamente, R$ 56,97 por ano para manter o funcionamento da Alep. O índice só é inferior ao registrado pela Assembleia Legislativa de São Paulo, beneficiada pela maior população do Brasil. Na sequência aparecem Espírito Santo, Rio de Janeiro e Bahia.

O dado ganha ainda mais relevância quando comparado aos estados que possuem estruturas legislativas semelhantes, mas apresentam custos significativamente superiores. Em algumas unidades da Federação, o gasto anual por habitante ultrapassa R$ 300 e, em Roraima, chega a quase R$ 800.

Os números reforçam uma política de contenção de despesas que vem sendo adotada pela Assembleia paranaense nos últimos anos. Em 2025, embora tivesse autorização orçamentária superior a R$ 1,2 bilhão, a Casa executou aproximadamente R$ 674 milhões, utilizando pouco mais da metade dos recursos disponíveis.

O resultado dessa política de economicidade foi a devolução de R$ 587 milhões aos cofres do Governo do Estado — o maior valor registrado entre todos os legislativos estaduais brasileiros. Os recursos retornaram ao Executivo para financiar investimentos em infraestrutura, saúde, educação e programas estaduais.

O desempenho administrativo também contribui para modificar uma percepção histórica sobre os parlamentos estaduais. Frequentemente associados ao aumento de despesas públicas, alguns legislativos passaram a adotar mecanismos mais rigorosos de controle dos gastos. No caso paranaense, os indicadores colocam a Assembleia entre as mais eficientes do País sob o aspecto financeiro.

Naturalmente, o debate sobre a qualidade do trabalho legislativo vai além dos números. A produtividade parlamentar, a fiscalização do Executivo, a transparência e a produção de leis continuam sendo critérios fundamentais para avaliar o desempenho da instituição. Ainda assim, a capacidade de reduzir despesas sem comprometer o funcionamento da Casa tornou-se um indicador relevante na gestão pública contemporânea.

Os dados mostram que, pelo menos sob a ótica da eficiência orçamentária, o Paraná conseguiu construir um modelo que hoje figura entre os mais econômicos do Brasil. Em tempos de forte cobrança por responsabilidade fiscal, esse resultado fortalece o discurso de uma administração voltada ao controle dos gastos públicos e ao melhor aproveitamento dos recursos arrecadados pela população.