Existe um tipo de candidatura que se constrói fora da política tradicional — e depois tenta governar dentro dela.
O problema é que os dois mundos não funcionam da mesma forma.
De fora, o sistema parece simples:
há certo e errado, decisão e consequência.
De dentro, ele é outra coisa:
negociação, composição, limite institucional, conflito permanente.
A inconsistência aparece quando alguém transita de um campo para o outro sem ajustar a lógica.
Continua falando como quem observa, mas precisa agir como quem governa.
E essa transição não é automática.
Na prática, ela expõe uma fragilidade: a dificuldade de transformar posição em ação.
